domingo, 20 de setembro de 2009

Mulheres Lésbicas no Poder: Elas Existem, Elas Exigem!

Por José Luiz Coutinho

O Parque 13 de Maio no Centro do Recife foi transformado no dia 28 de Agosto em palco por mais uma luta das cidadãs pernambucanas. Pessoas que lutam por seus direitos e dão suporte ao direito do próximo. Dessa vez a luta foi das mulheres lésbicas.

No dia que antecede o 29 de Agosto, Dia da Visibilidade Lésbica, aconteceu a 2ª Caminhada da Visibilidade Lésbica. O que essa mulheres comuns reivindicam é o fim da lesbofobia, que significa aversão, medo ou nojo às mulheres que amam outras mulheres. Elas só querem ter o direito de amar como todos os outros cidadãos e com isso unificaram a luta também contra o machismo e o racismo.

Synara Klynn, integrante do Coletivo Nacional de Lésbicas Negras - Candaces, afirma que as mulheres querem ser vistas enquanto lésbicas e querem ter suas identidades reconhecidas. Ela chama todos, homens e mulheres, para participar da Marcha, mas grita que a luta é só das lésbicas. E ressalta: “se já é difícil ser lésbica na sociedade brasileira, imagine ser lésbica negra.”

As mulheres também transformaram a comemoração do Dia da Visibilidade Lésbica em uma semana inteira com debates, palestras, roda de diálogos e panfletagem pela cidade. Ana Carla Lemos, coordenadora do grupo pernambucano de lésbicas - Luas, diz que é importante que a lesbianidade das mulheres seja discutida nas escolas e nos meios de comunicação e que a luta é também contra o patriarcado.

Apesar da pouca quantidade de gente na Caminhada da Visibilidade Lésbica, elas inquietaram e inquietam muita gente que não está acostumada com a manifestação do amor livre entre mulheres. E seguiram tranquilamente até a praça do Carmo onde finalizaram a caminhada com um show.



Para encerrar o que foi transformado em Semana da Visibilidade Lésbica, no dia 29 de Agosto aconteceu, no Teatro de Parque, um encontro aberto à sociedade. Onde foi apresentada a homossexualidade feminina com fotos, filmes, peças teatrais, músicas, danças e recital de poesias. Ao final do encontro, foi feita uma roda de diálogo onde elas discutiam a dificuldade de exercer a lesbianidade e a importância da aceitação. Então, depois entrar na luta pelo poder para que a sociedade as aceitem não só como mulheres, mas sim mulheres lésbicas.


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