Por Gabriella Galindo
Gracia Elizabeth, ou a Beta - como é conhecida, sempre trabalhou no ramo alimentício ajudando no restaurante de sua família. Ela tinha um comércio dentro de uma empresa de telefonia, a qual trabalhava com o marido e atendia os funcionários vendendo refeições. Mas, a companhia onde ficava seu estabelecimento foi comprada por uma multinacional e a micro empreendedora perdeu sua aliança de funcionamento.
Em meio a tanta crise financeira, Beta se separou do marido, mudou-se para a casa da mãe, converteu-se religiosamente e viu a irmã ficar viúva. Vendo as dificuldades que os sobrinhos estavam passando, ela decidiu produzir e oferecer almoços na sala da casa de sua irmã, iniciando, assim, um novo negócio. Como não tinha capital suficiente para investir no primeiro momento, a família custeou os primeiros almoços.
Mas, finalmente, uma luz se acendeu. Foi por meio do Conselho de Moradores da sua comunidade que a desempregada conheceu a Ande. “A partir daí, as oportunidades começaram a surgir. Ouvi alguns conselhos e pensei na possibilidade de tornar-se cliente da organização. Só assim eu consegui impulsionar o meu negócio”, relembra Beta.
Pensando nisso, fundou o Banco Comunitário ‘Economia Solidária’ e começou com um empréstimo de R$300 para investir em panelas, pratos, talheres e outras mercadorias e instrumentos para a realização de seu trabalho. “Com o passar do tempo, meu negócio foi prosperando e eu construí uma coberta para proteger o estabelecimento do sol e da chuva. Comprei mesas, cadeiras, fogão industrial, carrinho de self-service, freezers, tudo para incrementar e atrair ainda mais os meus clientes”, explica.
Atualmente ela acessou R$ 5.234,30 e já ergueu um pequeno restaurante, ainda na Macaxeira, ao lado da casa da irmã, apesar do terreno ser alugado. Empreendedora, aos poucos ela foi expandindo a sua produção e, agora, presta serviço para várias empresas, para autônomos e pessoas que moram na região. A demanda de clientes cresceu tanto que ela está empregando uma moça da comunidade. Com força de vontade e garra, Beta superou todas as dificuldades. Hoje, não tem mais restrição no SPC, sonha em comprar um carro e sair do aluguel.
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