terça-feira, 24 de novembro de 2009

Microempresário também tem vez nas ONGs

Por Rebeca Duque

No Brasil existem várias Organizações Não-Governamentais (ONGs) criadas para combater a exclusão social, o elitismo político, o preconceito racial, entre tantas outras funções. Contudo, o que não se pode deixar de enfatizar é a esperança ressurgida, através da criação desses espaços, de muitas pessoas. As ONGs passaram a ocupar um lugar de destaque quando se refere à democracia do país.

Um exemplo bastante diferente é o da Agência Nacional de Desenvolvimento Empresarial (Ande), um órgão não governamental especializado em microcrédito produtivo orientado a partir da necessidade de cada pessoa. Há cinco anos no mercado, ela já conseguiu atender cerca de 40 mil empresários, sendo mais de 18 mil só em 2008. A organização está em sete estados do país, sendo eles: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

A metodologia usada pela Ande garante o acompanhamento e a orientação de um agente de crédito aos empreendedores, independentemente do tipo de produto em que ele acesse na organização – Banco Comunitário, Grupo Solidário ou Crédito Individual. Segundo a gerente da organização, Juliana Paz, a principal intenção é que o empréstimo seja bem aproveitado para dar início ao sucesso do microempresário e seu pequeno negócio.

O Banco Comunitário é um grupo organizado e treinado pelo agente de crédito, tornando-se auto-administrável e sustentável. Para a assessora de marketing, Lívia Bem, a relação entre o cliente e a organização é muito importante. “É fundamental que haja laços de confiança e união entre os integrantes para que eles se legitimem e alcancem juntos seus objetivos”.

O crédito individual é um produto indicado para microempreendedores já estruturados, que procuram o empréstimo para obter capital de giro ou fazer investimentos no negócio, mas para conseguir o montante, o cliente deve possuir um avalista.

Assim como no banco comunitário, o grupo solidário consiste em um grupo de pessoas que se avalizam. São empreendedores que individualmente não conseguiriam obter o crédito. “É o produto mais acessado da Ande, com 71% da carteira da organização. Para formar um grupo solidário é necessária uma equipe de três a sete microempresários. O valor disponibilizado pela Ande, dependendo da necessidade de cada cliente, pode ser de até R$ 7 mil”, explica Juliana Paz.

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