Por Rafaella Magna
Há vinte anos, as pessoas se consideravam idosas aos 40 ou 50 anos. Hoje, esse referencial já passou para 60, 65, 70, 80 e, talvez, até mais. Isso já é uma mudança, uma visão diferente do envelhecimento, que é um processo contínuo desde o nascimento. O importante é perceber o que está fazendo para chegar bem à velhice, sem dependência. Mas, afinal o que é a velhice?
O envelhecimento não chega para causar medo, mas para ser vivido intensamente, com aspectos positivos e negativos, assim como acontece em qualquer faixa etária. É uma fase plena de sabedoria, conhecimento e experiência, ainda que traga algumas dores e desconfortos.
A velhice deve ser uma conquista, mas pode ser um problema quando você não consegue mudar características preservadas durante toda a vida. Por isso, as pessoas mais novas costumam dizer que todo idoso é teimoso. É necessário que nós trabalhemos para não ficarmos ranzinzas, sisudos. Hoje, não se admite desculpa para não fazer esse esforço, visto que existem diversas formas de melhorar o comportamento.
Direito à vida, paz, diversidade, inclusão social, cidadania, boa aposentadoria e qualidade de vida e de morte, talvez sejam esses os ideais oara uma “velhice plena”. O idoso precisaria, portanto, ter liberdade de ação, tranquilidade de espírito, espaço na sociedade (inclusive de cobrança e exercício dos seus direitos sociais) e respeito pelos diferentes comportamentos das novas gerações.
É preciso que todos estejam atentos para evitar os atos de agressão contra os idosos, impossibilitando o desenvolvimento de situações mais complexas. Situações e fatores de risco precisam ser detectadas, incentivar os idosos a participarem de atividades sociais e de lazer e, caso a violência se instale, promover a intervenção de uma equipe qualificada interdisciplinar de apoio.
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